domingo, 4 de dezembro de 2011

Diagnóstico e tratamento da diabetes tipo 2.


DIAGNÓSTICO.

Para diagnosticar a presença de diabetes tipo 2, é suficiente que se percebam sintomas marcantes, característicos, junto com uma glicemia elevada (>200 mg/dL), detectada aleatoriamente. Pode-se, também, utilizar uma sobrecarga oral de glicose para detecta-la, quando não existe uma alteração glicêmica inconfundivelmente significante, ou quando os sintomas clássicos estão parcialmente ausentes. A sobrecarga oral de glicose funciona assim: o paciente é requisitado a ingerir 75 gramas de glicose, em solução, e espera duas horas para ter seu nível sangue testado. Atestando-se no exame uma glicemia superior a 200 mg/dL, a diabetes está confirmada.
Também tem outras formas de se fazer o diagnóstico. Vou listar algumas:
  • O seguinte conjunto: emagrecimento repentino, alguns dois "Quatro P's da diabetes", nesse caso: poliúria e polidipsia; isso tudo acompanhado, claro, de glicemia alterada - nesse caso, da chamada glicemia ao acaso, que é quando ela é medida em um tempo aleatório, independente do tempo que se passou desde a última refeição. São considerados valores alarmantes:
  • Glicemia de jejum >126 mg/dL (jejum de 8 a 12 horas).
É importante que as pessoas com predisposição a diabetes fiquem ligadas na sua saúde! Os indivíduos com as seguintes características devem prestar bastante atenção:
  1. Idade igual ou superior a 45 anos;
  2. Pessoas com IMC (índice de massa corporal) elevado, >27 kg/metro x metro. Lembrando como se calcula o IMC: é só dividir a massa da pessoa, em kg, pela sua altura, em metros, ao quadrado;
  3. Histórico familiar de diabetes, principalmente em parentes de primeiro grau;
  4. As mulheres que tiveram diabetes gestacional devem ficar atentas, assim como as que tiveram filhos que nasceram com mais de 4 kg;
  5. Como a diabetes tipo 2 pode fazerparte da Síndrome Metabólica, quem tem hipertensão ou dislipidemia está no grupo de risco, também;
  6. As pessoas que foram testadas positivamente para glicemia de jejum alterada ou intolerância a glicose.
Essas são as maneiras consagradas de se diagnosticar a doença. Agora vamos falar dos tratamentos!

TRATAMENTOS.

A diabetes tipo 2 difere da tipo 1 no fato de que os pacientes não dependem de insulina para viverem bem. A maioria, pelo menos. Aliás, a insulina é último recurso, já que na grande maioria dos casos, tudo se resolve com uma boa dieta e exercícios físicos.


O primeiro passo para controlar a diabetes tipo 2 é a dieta balanceada. Considerando que a maioria dos diabéticos de tipo 2 é obeso e gordura é um dos grandes causadores da resistência insulínica, Um diabético obviamente não pode se alimentar como uma pessoa qualquer, visto que seu organismo tem necessidades diferentes. Isso é muito importante mesmo, por que neles, como a insulina não age direito, o corpo começa a digerir lipídeos armazenados para obter energia, e isso acarreta problemas na síntese protéica - isso acontece por que os ácidos graxos livres atrapalham a captação de aminoácidos pelas células. Bom, as proteínas são muito importantes , gente, sabemos que elas têm inúmeras funções no nosso organismo. Então imaginem o prejuízo de não produzi-las direito.
Uma informação importante: o objetivo do tratamento no tipo 2 é, principalmente, normalizar o metabolismo, por meio de medidas dietéticas e também, psicossociais. Os carboidratos fazer parte da dieta de todo mundo, eles são mais baratos que os alimentos protéicos e são bem gostosos - arroz, macarrões, batatas, purês... Pode ser bem difícil abrir mão deles, ainda que parcialmente. É necessário apenas adequar suas quantidades, e não tirá-los da dieta. Isso faz do acompanhamento psicológico um aliado importante no tratamento, já que o médico ou nutricionistas não se sentará à mesa do paciente para verificar se ele está comendo adequadamente.
Também é importante controlar outras complicações associadas, tanto as crônicas quanto as agudas: cetoacidose sanguínea, como osmolar e hipoglicemia - essas são as agudas -, macroangiopatias, doenças coronárias, feridas diabéticas (essas são algumas das crônicas).
A dieta adequada funciona muitíssimo bem em conjunto com as atividades físicas. Eu já falei um pouco sobre a importância disso, vale a pena ler. Essa dupla costuma resolver os problemas de quase todo mundo. Para os que não, tem os outros recursos: os farmacêuticos. Antes da insulina, pode-se usar os hipoglicemiantes orais. Eles ajudam a controlar os índices glicêmicos e são práticos e rápidos, além de muito varias, atendendo às mais diversas necessidades orgânicas. Meu companheiro de blog Matheus Durães já falou sobre eles, em um post muito bom, vale a pena ler!
A maioria dos casos de diabetes tipo 2 prescinde da terapêutica insulínica, mas algumas vezes ela é necessária. O paciente pode não responder bem aos outros métodos, tanto por um impasse orgânico quanto por dificuldade em se adaptar à maneira de vida um pouco diferente. Quando paciente entra em estado de insulinodependência, ele passa a compartilhar dos prognósticos de um diabético tipo 1. O tratamento deve ser feito disciplinadamente e com orientação médica. É necessário ir a um endocrinologista para ser avaliado individualmente, cada um tem suas exigências orgânicas. O endócrino as avaliará e fará um ajuste fino de medicações buscando o bem-estar do paciente. Existem vários tipos de insulina - ação rápida, lenta, média - que podem ser associados a hipoglicemiantes orais para um tratamento personalizado e ótimo de cada paciente.

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